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terça-feira, 16 de junho de 2009

Êêê, Gordo.



Tá na Globo.com hoje:
"Para o atacante Ronaldo, apesar do gol da vitória ter saído apenas aos 45 minutos do segundo tempo, o time dirigido por Dunga teve um bom desempenho.
- Acordei cedo para ver. Achei ótimo. Uma ótima vitória – afirmou."

Cedo? O jogo começou às 11h da manhã.

segunda-feira, 9 de março de 2009

Futebol sem alambrado não tem a menor graça.

Uma vez eu estava num ônibus, e vai parecer começo de piada, mas estavam num ônibus um flamenguista, um argentino e um corintiano. Estávamos no sul da França, e para tornar tudo ainda mais surrealista, os integrantes da banda Zero 7 estavam à bordo, junto com mais alguns outros passageiros de nacionalidades variadas. Vai que a conversa, obviamente, caiu para o futebol. E um inglês meio bêbado começou a se agitar, era metade do ônibus de brasileiros inteiro sacaneando ele - pô, vocês inventaram um esporte em que só a gente ganha. O Beckham não gosta da fruta. O melhor jogador que vocês tiveram usava combover.

Aí o inglês quis saber para que time nós torcíamos. O flamenguista recebeu um aceno respeitoso de cabeça. O argentino, que era Boca, mais respeito ainda. Chegou na minha vez, aí o inglês cresceu. "Então diga um jogador conhecido do Corinthians."

Rivellino, Casagrande, Rivaldo, Sócrates. No Sócrates o inglês murchou, porque qualquer inglês ama o Doutor mas muito poucos sabem que ele jogava no Corinthians. Aí ele confessou torcer para o Manchester City, que agora tem o Jô, que era júnior do Corinthians, e continua sem nenhum título.

Eu pensei nesse inglês quando o Tevez veio, e me deliciei, tentei não pensar nele quando caímos para a segundona. Mas ontem, ah, inglesinho filho da puta, chupa. Até o alambrado se ajoelhou.



PS: Ele no Galvão Bueno, sobre o fato de parecer mais gordo no jogo do que ao vivo. Galvão diz: é a televisão que engorda. Ele responde: preciso parar de comer televisão.


Eu sou fã do cara..

Mesmo..

quarta-feira, 4 de março de 2009

Mensagem aos amigos flamenguistas.

Ele não ficou no Flamengo porque listras horizontais engordam, verticais emagrecem.

terça-feira, 20 de janeiro de 2009

A nova camisa do Corinthians.

Eu fiquei decepcionado com a feiúra a camisa do Corinthians para esse ano. Para compensar a contratação do Ronaldo Fenômeno precisaram enchê-la de emblemas e logomarcas e cores. Me lembrou de quando preciso despachar coisas pelo correio: quanto maior o peso, mais selos é preciso colar.

Mas aí me dei conta de uma estatística animadora. Com camisa feia o Corinthians ganha mais título.


Camisa bonita em 81: nenhum título.


Camisa feia em 1995: Paulista e Copa do Brasil.


Camisa feia em 1999: Paulista, Bi-Brasileiro, Mundial.


Camisa bonita em 2005: só 1 título, e ainda perdendo no último jogo.

quinta-feira, 8 de maio de 2008

Ronaldo e os joelhos.


Os mais de mil leitores fiéis que acompanham este extravase de fúria que é meu blog se lembram quando Ronaldo esboçou uma volta por cima no Milan e eu previ que ía dar merda.

Mas nem mesmo um búfalo com poderes paranormais como eu poderia imaginar o tortuoso caminho pelo qual o Fenômeno iria enveredar.

Minha teoria: o gogó dos travecos era tão grande que, no estupor alcoólico do maior craque de nossa história recente, lhe pareceram joelhos. E ele, hipnotizado por articulações tão funcionais e hábeis, tão distintas das suas, se deixou levar até o point of no return.

Mas se não comeu, tudo está bem. Né?

segunda-feira, 15 de outubro de 2007

Ronaldo Fenômeno: ainda vai dar merda.


Tudo começa com o cara ainda magro jogando pelo Cruzeiro. Ele está escondido atrás da trave, sem que o goleiro Rodolfo Rodriguez perceba. O goleiro solta a bola, o moleque zune lá de trás, rouba e faz o gol. Corta, Ronaldo em 1994 no banco, esperança da nação, campeão sem entrar em campo. Corta, Ronaldo dando o piripaque em 1998, estressado porque o Pedro Bial estava comendo a mulher dele na época, Suzana Werner. Corta, 1999, o cara almoçando a algumas mesas de nós, com a Milene Domingues e a mãe dela a tiracolo. Almoçando mas quase comendo a moça diante da sogra, só para mostrar que ele é bom. Corta, joelho estourando ao vivo na TV num jogo da Inter. Corta, ele tirando foto trincado numa balada, com o sorriso do gato de Alice, abraçado a um dos maiores traficantes de exctasy do país enquanto deveria estar se recuperando. Corta, ele marcando o segundo gol contra a Alemanha na final de 2002.

Corta para a bunda dele quase estourando o short no jogo contra o Japão em 2006. Corta para ele trombando com um zagueiro do Brasil dentro da área. Corta para ele saindo de um treino com uma garrafa de Coca normal, daquelas de 600 ml, quase vazia, e ainda ficando bravo com quem falou para ele mudar pra Coca Light. Corta para ele sendo chapelado pelo Zidane no dia da eliminação. Corta para essa foto que eu vi dele hoje, adiando pela segunda vez sua reestréia no campeonato italiano porque acha melhor "ir com calma". Olha o tamanho da pança, olha a curvatura da camiseta.

Todo esse desabafo não se deve a raiva pela indiferença que o cara tem para com o próprio legado, nem a sua megalomania que pode ser medida em quilos, como a do Maradona. Até porque o Maradona, cá para nós, sempre foi um babaca. O Ronaldo é carismático, é... brother. A gordura do Ronaldo tem mais a ver com a do Elvis, acho eu. Mas aí corta para ele voltando a jogar pela Seleção. Corta para ele indo para a Copa da África. Corta para ele, num treino, escondido atrás da trave esperando o goleiro Júlio Cesar soltar a bola, ele corre, toca antes dela bater no chão e faz o gol. Na saída do treino a imprensa elogia, o clima é ótimo, os jogadores estão leves e confiantes, o Fenômeno está em paz. Só que corta para ele reencontrando a Suzana Werner, no lobby, agora ela é mulher do goleiro Júlio Cesar. A dor de corno volta com toda a força, ele quase derruba a porta do quarto do hotel de tanta raiva. Ele toma todas as Cocas normais do frigobar e tem uma convulsão. Termina com o Brasil perdendo a Copa de novo por causa do Fenômeno.