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quarta-feira, 17 de março de 2010
Estou quase convencido de que sou um bosta.
Recebi uma proposta de trabalho. Mas não sei se devo aceitar. Por não conseguir decidir algo tão simples, tão cotidiano (so pedestrian, como diz um coleguinha insuportável lá da Inglaterra com quem eu preciso falar direto), estou quase certo de que sou um bosta. Não tem uma única pessoa, entre as milhares que vivem brigando dentro da minha cabeça, capaz de me aconselhar com certeza, serenamente, sobre o que fazer.
quarta-feira, 12 de agosto de 2009
Então é isso.
Após um breve hiato, estou de volta a um emprego.
Estranhamente, o alívio é maior para os meus amigos do que para mim. De alguma forma que eu não consigo comprender, eu recuperei uma condição de normalidade que o desemprego havia me tomado. Acho que muitos deles tinham medo de eu cumprir a ameaça de virar o Grande Lebowski.
Nesses 6 meses em que eu tive tempo para pensar na vida, no mundo e principalmente na poeirinha que tinha dentro do meu umbigo, cheguei a conclusão que há muita coisa para fazer com o tempo livre. Me mantive ocupado, para horror da minha mãe, por exemplo, com coisas etéreas como cursos de filosofia e cinema, exposições gratuitas. Escrevi um livro, escrevi gratuitamente textos encomendados.
Estava contente como só estive em períodos de férias. Aliás, descobri que essa é a minha maior aptidão profissional: tirar férias. Um monte de caras trabalham mais e melhor que eu. Mas em férias, dou um pau em qualquer um. Eu de férias sou genial.
Enfim voltei, mas não capitulei. Espero fazer esse lance render um colchão de garoupas e onças pintadas, onde rolarei feliz feito Tio Patinhas dentro de um ano. Tá bem, tá bem: uma esteira de garoupas e onças pintadas.
E aí voltarei a pensar na vida, no mundo, e na poeirinha que estiver dentro do meu umbigo.
Porque trabalhar dá um trabalho miserável.
Estranhamente, o alívio é maior para os meus amigos do que para mim. De alguma forma que eu não consigo comprender, eu recuperei uma condição de normalidade que o desemprego havia me tomado. Acho que muitos deles tinham medo de eu cumprir a ameaça de virar o Grande Lebowski.
Nesses 6 meses em que eu tive tempo para pensar na vida, no mundo e principalmente na poeirinha que tinha dentro do meu umbigo, cheguei a conclusão que há muita coisa para fazer com o tempo livre. Me mantive ocupado, para horror da minha mãe, por exemplo, com coisas etéreas como cursos de filosofia e cinema, exposições gratuitas. Escrevi um livro, escrevi gratuitamente textos encomendados.
Estava contente como só estive em períodos de férias. Aliás, descobri que essa é a minha maior aptidão profissional: tirar férias. Um monte de caras trabalham mais e melhor que eu. Mas em férias, dou um pau em qualquer um. Eu de férias sou genial.
Enfim voltei, mas não capitulei. Espero fazer esse lance render um colchão de garoupas e onças pintadas, onde rolarei feliz feito Tio Patinhas dentro de um ano. Tá bem, tá bem: uma esteira de garoupas e onças pintadas.
E aí voltarei a pensar na vida, no mundo, e na poeirinha que estiver dentro do meu umbigo.
Porque trabalhar dá um trabalho miserável.
quarta-feira, 17 de junho de 2009
Conselho de Mulher, de Adoniran Barbosa.
Progresso, progresso.
Eu sempre escutei falar, que o progresso vem do trabalho.
Então amanhã cedo, nós vai trabalhar.
Quanto tempo nós perdeu na boemia.
Sambando noite e dia, cortando uma rama sem parar.
Agora, escutando o conselho da mulher.
Amanhã vou trabalhar, se Deus quiser...
Amanhã vou trabalhar, se Deus quiser...
Amanhã vou trabalhar, se Deus quiser...
Mas Deus não quer!
Se Ele não quer, não sou eu que vou desobedecer.
Eu sempre escutei falar, que o progresso vem do trabalho.
Então amanhã cedo, nós vai trabalhar.
Quanto tempo nós perdeu na boemia.
Sambando noite e dia, cortando uma rama sem parar.
Agora, escutando o conselho da mulher.
Amanhã vou trabalhar, se Deus quiser...
Amanhã vou trabalhar, se Deus quiser...
Amanhã vou trabalhar, se Deus quiser...
Mas Deus não quer!
Se Ele não quer, não sou eu que vou desobedecer.
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