
Essa saiu daqui.

E essa saiu aqui.
Uma vez assisti a uma entrevista com Jim Carrey, aquele exageradamente histriônico ator de porcarias como O Pentelho e O Mentiroso, e de ótimos filmes como O Show de Truman e Brilho Eterno de Uma Mente sem Lembranças. Perguntado sobre o que achava dos paparazzi, ele respondeu que entendia que era tudo parte do jogo. Até aí nada de mais. Mas ele foi fundo na resposta: lembrou que os donos dos jornais que mais publicam esse tipo de foto, assim como dos canais que mais mostram escândalos envolvendo celebridades, também são os donos dos estúdios de cinema.
Ou seja: a mesma empresa que constrói, destrói. Porque lucra com esse giro da engrenagem.
Isso me pareceu uma observação muito aguda sobre o mundo do entretenimento. E hoje, no meio do ócio, eu dei com as duas chamadas acima na internet. Juliana Paes é o assunto de ambas. Ela mesma, que ontem foi incensada no Domingão do Faustão como uma das maiores atrizes brasileiras na história, cuja participação nessa novela da Índia é praticamente serviço público, dada a enorme contribuição cultural que nos oferece.
A primeira foto aparece numa manchete sobre celulite. A segunda, numa manchete sobre o corpão dela. E as duas matérias estão no Globo.com, da mesma Globo que apresenta a novela das Índias e o Faustão.
Tomara que a Juliana Paes não acesse a internet hoje.