- O Lutador: o Mickey Rourke começa a passar mal na última luta, mas não desiste. O filme termina sugerindo que ele morre no ringue.
- Marley & Eu: o Marley morre no fim, tem que ser sacrificado no veterinário por causa de um nó nas tripas.
- Gomorra: os dois carinhas, os dois jovens mafiosos, morrem numa emboscada típica de filme de máfia, comandada pelo chefe deles, o gordo de Barba que eles sacaneiam o filme inteiro.
- Milk: o Sean Penn, termina o filme levando vários tiros do personagem feito pelo Josh Brolin. O Diego Luna se mata por enforcamento.
Brolin, aliás, fez o papel principal no filme " Onde Os Fracos Não Tem Vez" dos irmão Coen por engano. Eles queriam o pai do cara, James Brolin, mas por um erro da empresa de casting, que contacta e contrata os atores antes deles falarem com os diretores, não puderam voltar atrás. Não era para ser um filme de época como foi, mas como era fundamental que o personagem fosse ex-veterano do Vietnã, tiveram que ambientar a história como se fossem 5 anos depois da guerra. Assim dava para aceitar a idade do cara. Tentaram trocar o Tommy Lee Jones, para os dois principais terem a mesma idade, mas não rolou tampouco.
Nessas, do filme virar um filme de época, bagunçaram tudo e por isso, acho, o final é tão confuso e cheio de pontas soltas.
- Planeta dos Macacos: no original, caso alguém ainda não tenha visto, o Charlton Heston é um astronauta, e a nave dele cai num buraco negro. Quando sai, ele cai num planeta estranho onde quem manda são macacos, e os seres humanos são escravos. O cara passa o filme todo tentando chegar à sua nave para poder voltar para a Terra. Aí chega numa praia e vê a cabeça da Estátua da Liberdade destruída. Ou seja: aquilo é a Terra, o buraco negro fez ele viajar para um futuro onde a evolução mudou de rumo.
Sorte sua que eu tenho ido pouco ao cinema, senão estragava mais filmes.
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quarta-feira, 1 de abril de 2009
terça-feira, 27 de janeiro de 2009
What the hell am I doing here?
O Radiohead vem aí, e eu fui o único na manada que decidiu não ir. O preço do ingresso foi metade da razão, o Los Hermanos na abertura foram outros 45% e o fato de eu só conhecer uma música, Creep, fechou o caixão.
Mas a canção é mesmo sensacional. O título desse texto é a melhor frase do refrão, que como toda canção sensacional, serve de trilha sonora para diversos momentos da sua vida. Estou falando da pergunta retórica "Que diabos estou fazendo aqui?".
Eu pensei em Creep durante uma viagem em mar aberto, numa canoa de madeira que quase naufragou a caminho do Bonete, Ilhabela. Pensei em Creep segundos antes de saltar de páraquedas em Boituva. Pensei em Creep quando me perdi dos meus amigos no Stadium, maior prostíbulo de Jacarta.
E pensei ontem, no cinema, na hora em que o Marley vai ser sacrificado. Acho que não chorava daquele jeito desde o jogo contra a Itália na Copa de 82.
Mas a canção é mesmo sensacional. O título desse texto é a melhor frase do refrão, que como toda canção sensacional, serve de trilha sonora para diversos momentos da sua vida. Estou falando da pergunta retórica "Que diabos estou fazendo aqui?".
Eu pensei em Creep durante uma viagem em mar aberto, numa canoa de madeira que quase naufragou a caminho do Bonete, Ilhabela. Pensei em Creep segundos antes de saltar de páraquedas em Boituva. Pensei em Creep quando me perdi dos meus amigos no Stadium, maior prostíbulo de Jacarta.
E pensei ontem, no cinema, na hora em que o Marley vai ser sacrificado. Acho que não chorava daquele jeito desde o jogo contra a Itália na Copa de 82.
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